Acabo de comprar uma rifa de Páscoa. Tem o simbólico preço de «0,50 amêndoas». Ah Ah --'
Mas na realidade, obviamente que desembolsei € 0,50. É lá da escola da minha futura concorrente sucessória, quando um dia ficar órfã de mãe.
O primeiro prémio é um cabaz de Páscoa. O quer que isso seja.
O segundo é um cheque-prenda. Só não se sabe se é de € 2,50 no «De Borla» ou € 1.500,00 numa funáque. Palpita-me que a primeira possibilidade ande mais próxima das efectivas possibilidades de sorteio.
O terceiro prémio é uma pen-drive. Mais uma vez, nada se diz quanto à capacidade. Tanto pode ser uma de 0,5Gb com o logotipo do «WC Pato», como uma de 16Gb, com um logotipo da «Dharma Corporation».
A rifa que adquiri tem o n.º 0502. É mais provável que o Alberto João se porte civilizadamente do que eu ganhar algum dos prémios. Mas enfim, é este o preço de quem tem menores a seu encargo, nem que seja só moralmente.
Agora relativamente à parte interessante da cena: a data do sorteio é o dia 26 de Março. Sim, de 2010.
E sendo ela exactamente a mesma que a das eleições internas do PSD... lembrei-me que, dado aquele partido ser um saco de gatos autofágico - bem sei que as duas metáforas habituais, conjugadas, ficam estranhas... ainda assim não resisto ao uso «ao par» - não seria melhor instituirem eleições através de rifas?
Estimada ovelha do rebanho social-democrata, se por acaso veio a este tasco, ao engano ou não, leve esta genial ideia à consideração da sua agremiação política.
Bem haja!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Das Obras dos Mestres Intemporais
É de facto um Woody longe do nível Match Pointiano. O registo também é mais leve, numa quase alusão ao «Manhattan», embora este se encontre demasiado longe e, possivelmente, só pelo inconsciente e sinuosidades da mente de Woody Allen haja deambulado.
Aqui temos um Larry David com um feitio impossível, marado dos cornos até à medula, céptico e misantropo. Não há subtilezas nem intenção delas. As hilariedades tomam lugar numa espiral nonsense à boa moda do Mestre Woody, e, contas feitas, temo-lo de novo em NYC. E a um nível aceitável.
Sei perfeitamente que, se acaso o filme fosse de outro qualquer, não o designaria «3 estrelas e meia». Mas sendo ele de quem é, afinfa a nota positiva e mais meia para ficar melhor visto. Nisto dos realizadores fetiche sou um bocado beta, atento em demasia às marcas.
E o pior é que o faço com toda a cagança.
Aqui temos um Larry David com um feitio impossível, marado dos cornos até à medula, céptico e misantropo. Não há subtilezas nem intenção delas. As hilariedades tomam lugar numa espiral nonsense à boa moda do Mestre Woody, e, contas feitas, temo-lo de novo em NYC. E a um nível aceitável.
Sei perfeitamente que, se acaso o filme fosse de outro qualquer, não o designaria «3 estrelas e meia». Mas sendo ele de quem é, afinfa a nota positiva e mais meia para ficar melhor visto. Nisto dos realizadores fetiche sou um bocado beta, atento em demasia às marcas.
E o pior é que o faço com toda a cagança.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Dos Agastamentos Cromos
Eu curto Bolicao. Há quem coma «Bolicao-cao-cao», mas eu curto mesmo é o Bolicao.
De facto já não tem o bom sabor de outros tempos, e o pão parece saído do cesto de uma mesinha de restaurante chunga. Ainda assim, tem a sua mítica.
Como se isto não bastasse, dá sempre brinde. Ou quase sempre. Agora andam a saír uns autocolantes com animais.
*voz aleixiana, num lento abanar de cabeça*
Cães, gatos, rataria doméstica, coelhinhos daqueles que não são para fritar ou fazer arroz...
Não há caderneta. Acho eu. Mas eu sempre quis os autocolantes para os colar nos cadernos.
Desta idade já não uso cadernos diários, que não ando na escola. Mas ando sempre com uma sebosidade pautada onde afinfo toda a espécie de anotações e demais merdas. Por exemplo, hoje vou fazer um recorte da imagem wtf da página 2 d'«A Bola»* e colá-lo no caderno que ora trago «ao uso» - esta expressão é mimosa. Nesse mesmo caderno tenho variados cromos do Bolicao, colecção «Os Meus Animais de Estimação». Estão colados na parte de trás da capa. Que não é contracapa. Essa é a parte de trás do caderno. Tipo o rabo do caderno, por assim dizer.
Mas tenho aqui dois, sendo um deles de um gato bem náice - British Shorthair - e o outro de um cão que dispensaria ter - Scotish Terrier -, que estão manchados pela gordura do próprio Bolicao. Já vinham focks.
E isto é frustrante. Porque sem os autocolantes o Bolicao é um pobre concorrente de outra bolaricada embalada para durar uma semana ou nem isso. Perdeu as virtudes dos early 90's. E ainda por cima avacalhou no tratamento dos brindes.
Triste.
*Agradecimentos à Côca, que até enviou mms numa vã tentativa de partilhar a pérola comigo. [O meu telemóvel tem a recepção de mms's meia desconfigurada.]
De facto já não tem o bom sabor de outros tempos, e o pão parece saído do cesto de uma mesinha de restaurante chunga. Ainda assim, tem a sua mítica.
Como se isto não bastasse, dá sempre brinde. Ou quase sempre. Agora andam a saír uns autocolantes com animais.
*voz aleixiana, num lento abanar de cabeça*
Cães, gatos, rataria doméstica, coelhinhos daqueles que não são para fritar ou fazer arroz...
Não há caderneta. Acho eu. Mas eu sempre quis os autocolantes para os colar nos cadernos.
Desta idade já não uso cadernos diários, que não ando na escola. Mas ando sempre com uma sebosidade pautada onde afinfo toda a espécie de anotações e demais merdas. Por exemplo, hoje vou fazer um recorte da imagem wtf da página 2 d'«A Bola»* e colá-lo no caderno que ora trago «ao uso» - esta expressão é mimosa. Nesse mesmo caderno tenho variados cromos do Bolicao, colecção «Os Meus Animais de Estimação». Estão colados na parte de trás da capa. Que não é contracapa. Essa é a parte de trás do caderno. Tipo o rabo do caderno, por assim dizer.
Mas tenho aqui dois, sendo um deles de um gato bem náice - British Shorthair - e o outro de um cão que dispensaria ter - Scotish Terrier -, que estão manchados pela gordura do próprio Bolicao. Já vinham focks.
E isto é frustrante. Porque sem os autocolantes o Bolicao é um pobre concorrente de outra bolaricada embalada para durar uma semana ou nem isso. Perdeu as virtudes dos early 90's. E ainda por cima avacalhou no tratamento dos brindes.
Triste.
*Agradecimentos à Côca, que até enviou mms numa vã tentativa de partilhar a pérola comigo. [O meu telemóvel tem a recepção de mms's meia desconfigurada.]
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Das Sugestões II
Como hoje é dia de S. Valentim, e os corações apaixonados não vivem só das belas das ternuras carnais e falinhas doces, haja cinema.
E a sugestão que deixo é uma sessão dupla:
E a sugestão que deixo é uma sessão dupla:
&
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Da Intolerância
Há uns tempos, depois da indignação tuga contra um certo vídeo protagonizado por uma certa actriz zuka, em que a mesma «gozava» com o povo que colonizou o seu país, a desgraçada veio pedir desculpas. E mais não seria de esperar. O nosso ferido orgulho tinha direito a severas retracções.
Eu também me indignei. Sobretudo por ser brasileira. E actriz de telenovelas.
Mas, quando vejo o «Nós Por Cá», não reconheço naqueles tons dos jornalistas menor bimbice. Será que a ridicularização resulta assim tão bem?! Ou eles podem por ser tugas também?
Gostava de ver as reacções ao programa se chamassem a Maitê Proença para o apresentar e fazer as reportagens.
Eu também me indignei. Sobretudo por ser brasileira. E actriz de telenovelas.
Mas, quando vejo o «Nós Por Cá», não reconheço naqueles tons dos jornalistas menor bimbice. Será que a ridicularização resulta assim tão bem?! Ou eles podem por ser tugas também?
Gostava de ver as reacções ao programa se chamassem a Maitê Proença para o apresentar e fazer as reportagens.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Das Oportunidades Para Sempre Perdidas
Dados os meus atributos de trambolhice q.b., pouco ou nenhum apetite para o cansaço, pés e mãos voltados para doca (sempre a meter água) e preguiça generalizada, aulas de educação física sempre foram objecto de todo um historial de evicções. Ora astuciosamente negociadas, ora práticas 100% contrariadas, tentando fazer tudo mal até alguém me designar «suplente».
Além das condições naturais descritas, não apreciava descalçar as Dr. Martens e andar a correr feita parva dentro de um ginásio a cheirar a sovaco adolescente. Uns envergavam cores garridas e t-shirts com propaganda a whiskeys, detergentes para lavar roupa, lojas de electrodomésticos e cenas. Outros aproveitavam para exibir sapatilhas especiais de corrida (na realidade eram de basket) que um tio emigrado nos EUA tinha mandado pelo Natal ou bolas feitas de materiais que «ah e tal, bué da caro!».
Uma labreguice inútil. Todas aquelas aulas.
Mas tudo poderia ter sido bem diferente para mim. Se a Adidas tivesse concebido este belo modelo a tempo da minha glorificação geek desportiva.

E a história do desporto teria sido bem diferente...
Além das condições naturais descritas, não apreciava descalçar as Dr. Martens e andar a correr feita parva dentro de um ginásio a cheirar a sovaco adolescente. Uns envergavam cores garridas e t-shirts com propaganda a whiskeys, detergentes para lavar roupa, lojas de electrodomésticos e cenas. Outros aproveitavam para exibir sapatilhas especiais de corrida (na realidade eram de basket) que um tio emigrado nos EUA tinha mandado pelo Natal ou bolas feitas de materiais que «ah e tal, bué da caro!».
Uma labreguice inútil. Todas aquelas aulas.
Mas tudo poderia ter sido bem diferente para mim. Se a Adidas tivesse concebido este belo modelo a tempo da minha glorificação geek desportiva.

E a história do desporto teria sido bem diferente...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Das Novidades
Fiz uns quantos page loads mas, até agora, nada de Buzz.
Tenho impressão de que há um jogo parvo com esse nome, Buzz. E o irmão gordo, feio e mau do Macaulay Culkin no «Home Alone» também se chamava Buzz. Sim. Com dois zês. À boa moda dos ZZ Top. Aqueles com barbas Looney Tunes e guitarras isóscelianas com uma reentrância à Fialho Gouveia mas à brava e a traço direito. O quer que isso seja numa guitarra, é aquilo.
Vou masé visionar Mad Men até o sono dar cabo de mim. Espero ter sonhos menos inquietos do que aqueles que o gato está a ter aqui ao lado. Está meio aos esticões. Deve estar a sonhar que cospe uma bola de pêlo enquanto tenta caçar o reflexo de um espelho numa parede.
Ele lida mal com prioridades.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Do Sacrossanto Ensino Público
Hoje o «i» dá conta de que há cada vez mais colégios e escolas privadas cujas propinas não são pagas por pais que se viram sem os habituais recursos económicos.
De facto, transferir uma criança do ensino privado para o ensino público, pode ser um choque elevado, quiçá fonte de traumas futuros. Na escola, como na família, criam-se laços, alianças, territórios, ódios de estimação, etc. E cada ecossistema escolar é delicado. Se mudar de escola no termo de um ano lectivo e antes do início do segundo é uma alteração profunda na vida de uma criança ou adolescente, mais ainda o será durante o próprio ano lectivo.
Dito isto, certo é que na bela nação em que vivemos, se criou o cultozinho dos betinhos priveligiados nas escolas e colégios do sector privado. Subtraídos à convivência com os putos ranhosos que às vezes não têm o livro de texto porque os pais «ainda não receberam», que almoçam graças à acção social escolar, andam mal vestidos e até sujos, têm maus modos, são tendencialmente problemáticos e danados de manter sossegados. Enfim, os filhos do povacho. Aquele que não anda a ganir porque o leasing do SUV vai de vela, já não há férias no estrangeiro e visa para pagar as farpelas com etiquetas que significam «produto carote».
O povacho, remediado e com um futuro tão risonho como o Ramalho Eanes, sempre mandou os seus filhos para a sacrossanta Escola Pública. Com todos os seus defeitos e virtudes. Simplesmente por não haver guito para mais, acredito. Mas foi nessas escolas que muitos desses petizes se fizeram homens e mulheres melhores do que os seus pais. Porque ainda há professores que fazem a diferença. Porque na escola pública, apesar de tudo, se tratam de forma mais igual as pessoas. Duvido que os filhos do povacho se dessem bem em colégios privados.
Já os meninos dos colégios privados, filhos de pessoas que, contra todas as expectativas, se nivelaram economicamente com o povacho, parecem querer ser poupados pelos seus pais e educadores ao triste fado da frequência do ensino público.
É nisto que os priveligiados se distinguem do povacho: este, quando não tem, não finge que tem. Não estica a corda até à humilhação. Aprende a viver sem aquilo que não pode ter e sabe ser feliz na adversidade.
Porque a refeição social e a escola pública são um bem inestimável, invista-se e revalorize-se o que é público, de todos nós. Que as crianças dos pobres dignos, se acaso tiverem alguns dos professores que tive a sorte de encontrar do outro lado da sala, serão felizes na magreza orçamental e gente adulta que jamais manteria um filho numa escola privada cujas propinas não pudesse pagar pontualmente.
De facto, transferir uma criança do ensino privado para o ensino público, pode ser um choque elevado, quiçá fonte de traumas futuros. Na escola, como na família, criam-se laços, alianças, territórios, ódios de estimação, etc. E cada ecossistema escolar é delicado. Se mudar de escola no termo de um ano lectivo e antes do início do segundo é uma alteração profunda na vida de uma criança ou adolescente, mais ainda o será durante o próprio ano lectivo.
Dito isto, certo é que na bela nação em que vivemos, se criou o cultozinho dos betinhos priveligiados nas escolas e colégios do sector privado. Subtraídos à convivência com os putos ranhosos que às vezes não têm o livro de texto porque os pais «ainda não receberam», que almoçam graças à acção social escolar, andam mal vestidos e até sujos, têm maus modos, são tendencialmente problemáticos e danados de manter sossegados. Enfim, os filhos do povacho. Aquele que não anda a ganir porque o leasing do SUV vai de vela, já não há férias no estrangeiro e visa para pagar as farpelas com etiquetas que significam «produto carote».
O povacho, remediado e com um futuro tão risonho como o Ramalho Eanes, sempre mandou os seus filhos para a sacrossanta Escola Pública. Com todos os seus defeitos e virtudes. Simplesmente por não haver guito para mais, acredito. Mas foi nessas escolas que muitos desses petizes se fizeram homens e mulheres melhores do que os seus pais. Porque ainda há professores que fazem a diferença. Porque na escola pública, apesar de tudo, se tratam de forma mais igual as pessoas. Duvido que os filhos do povacho se dessem bem em colégios privados.
Já os meninos dos colégios privados, filhos de pessoas que, contra todas as expectativas, se nivelaram economicamente com o povacho, parecem querer ser poupados pelos seus pais e educadores ao triste fado da frequência do ensino público.
É nisto que os priveligiados se distinguem do povacho: este, quando não tem, não finge que tem. Não estica a corda até à humilhação. Aprende a viver sem aquilo que não pode ter e sabe ser feliz na adversidade.
Porque a refeição social e a escola pública são um bem inestimável, invista-se e revalorize-se o que é público, de todos nós. Que as crianças dos pobres dignos, se acaso tiverem alguns dos professores que tive a sorte de encontrar do outro lado da sala, serão felizes na magreza orçamental e gente adulta que jamais manteria um filho numa escola privada cujas propinas não pudesse pagar pontualmente.
Dos Tascos (e Clubes)

A partir de hoje, o projecto Clube Amigos Disco, do qual são membros algumas pessoas por quem nutro suprema estima, tem tasco oficial.
Por isso, se me voltarem a calhar cenas aborrecidas de ouvir, basta fazer uma denúncia anónima ao blogger.
[E sim, este post é bem capaz de ter associada basta fundamentação existencial na minha vontade de postar o logo que o Silva fez para o CAD^^ ]
Das Adivinhas
No vídeo que se segue, onde está aquela Sr.ª que, de joelhos na via pública, num grito guerreiro de desespero pela nobre causa de elevar Canas de Senhorim a concelho, brada perante os agentes da GNR (a.k.a. shôres guardas) e câmaras das televisões:
«Isto é um Timor autêntico!»
?
?
Cordiais agradecimentos à Carlota ;)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Das Deprimências do Admirável Mundo Novo
Sim, passar demasiado tempo online é cena para deprimir qualquer optimista.
Claro que, comparativamente à tv (e desafio qualquer leitor a, neste exacto momento - 12h14 de Sexta-Feira - sintonizar a tv na RTP, SIC ou TVI) a internet ainda não atingiu qualquer estatuto blitzkrieguiano sobre a saúde mental.
Sim, há o Hi5. E os chats sopeirões. Fóruns lamentáveis. E um número exponencial de bloggers que deveriam ser tratados por profissionais psiquiátricos... Cof! Cof!
Mas qualquer programa de entertainment para pensionistas, apresentado por gente histérica, constitui ameaça maior à saúde mental do que o mais mefistofélico dos sites, às mãos do mais intratável case studie das internétes.
Eu rio que me farto quando estou online. É aliás o meu recreio pessoal. Um substituto daquele período de tempo maravilhoso que a meio da tarde e da manhã me concediam para brincar, ao tempo da minha frequência do ensino primário.
Acho que estou deprimida por não estar deprimida com a net.
Claro que, comparativamente à tv (e desafio qualquer leitor a, neste exacto momento - 12h14 de Sexta-Feira - sintonizar a tv na RTP, SIC ou TVI) a internet ainda não atingiu qualquer estatuto blitzkrieguiano sobre a saúde mental.
Sim, há o Hi5. E os chats sopeirões. Fóruns lamentáveis. E um número exponencial de bloggers que deveriam ser tratados por profissionais psiquiátricos... Cof! Cof!
Mas qualquer programa de entertainment para pensionistas, apresentado por gente histérica, constitui ameaça maior à saúde mental do que o mais mefistofélico dos sites, às mãos do mais intratável case studie das internétes.
Eu rio que me farto quando estou online. É aliás o meu recreio pessoal. Um substituto daquele período de tempo maravilhoso que a meio da tarde e da manhã me concediam para brincar, ao tempo da minha frequência do ensino primário.
Acho que estou deprimida por não estar deprimida com a net.
Das Afrontas II
Depois da desilusão que foi a adaptação ao cinema, espero bem que não lembre nem ao Diabo a ideia de um «Watchmen 2».
Porém, já por aí circula o rumor. O Diabo já foi um monopolista na vanguarda do horror. Agora está para a malevolidade no mesmo patamar que as séries de vampiros das tv's tugas para os filmes da Twilight Saga - igualmente ruim, mas um profundo embaraço técnico e económico.
Porém, já por aí circula o rumor. O Diabo já foi um monopolista na vanguarda do horror. Agora está para a malevolidade no mesmo patamar que as séries de vampiros das tv's tugas para os filmes da Twilight Saga - igualmente ruim, mas um profundo embaraço técnico e económico.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Das Quintas-Feiras
Hoje é Quinta-Feira. E as Quintas tendem a albergar ocorrências lamentáveis na minha existência.
Esta não fugiu à regra. Foi um dia ruim à brava. E a melhor parte é estar a poucas horas de terminar.
Esta não fugiu à regra. Foi um dia ruim à brava. E a melhor parte é estar a poucas horas de terminar.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Das Subscrições

Sobre a polémica em torno do artigo não publicado de Mário Crespo, da sua saída do JN e dos acontecimentos na base de todo o episódio (uma amena cavaqueira de maldizer, tendo como pano de fundo uma cruzada anti-media a levar a cabo por certos e determinados governantes evidentemente incomodados com opiniões divergentes), o Sindicato dos Jornalistas emitiu o seguinte comunicado:
«Tendo tomado conhecimento do teor de um artigo do jornalista Mário Crespo, difundido hoje no sítio do Instituto Sá Carneiro na Internet e replicado por vários órgãos de informação na Rede, aludindo ao teor de uma conversa entre o primeiro-ministro, dois ministros e um executivo de um operador de televisão, durante a qual o nosso camarada terá sido objecto de referências desprimorosas e ofensivas, e tendo sido instada a pronunciar-se sobre o caso, no dia 1 de Fevereiro, a Direcção do Sindicato dos Jornalistas torna desde já público:
1.A ser comprovado o seu teor, a conversa referida é profundamente condenável, não apenas pelas expressões desprimorosas para a pessoa e para o profissional, mas também por alimentar a suspeita de que o Governo persegue os jornalistas, os serviços noticiosos e os órgãos de informação que não são do seu agrado.
2.Reconhecendo-se o direito de opinião sobre o desempenho dos órgãos de informação e dos jornalistas, não se pode aceitar o recurso a expressões susceptíveis de atentarem contra a honra e a dignidade dos visados ou que constituam uma ameaça – mesmo velada – ao seu futuro profissional.
3.As expressões alegadamente utilizadas não podem ser empregues por pessoas de bem e muito menos são aceitáveis na boca de titulares de altos cargos, pelo que, a confirmarem-se, se impõe uma retractação pública das pessoas que as tenham proferido.»
E são estas as palavras que ora se subscrevem. Que por estes lados desconfia-se muito de tudo quanto exale o fétido odor da perseguição aos media. E não se perde um «jornal das 9» quando a oportunidade dá aval.
Da Mediocridade (Reinadia)

A Dreia deixou por aqui linkagem para os Razzies. Apesar de não ter visto qualquer das obras nomeadas, não podia deixar de evidenciar a lista. A bem dos aplausos à mediocridade =p
Ainda assim não será demais assinalar as nomeações para a principais categorias:
WORST PICTURE OF 2009
All About Steve
G.I. Joe: The Rise of Cobra
Land of the Lost
Old Dogs
Transformers: Revenge of the Fallen
All About Steve
G.I. Joe: The Rise of Cobra
Land of the Lost
Old Dogs
Transformers: Revenge of the Fallen
WORST ACTOR OF 2009
All Three Jonas Brothers, Jonas Brothers: The 3-D Concert Experience
Will Ferrell, Land of the Lost
Steve Martin, Pink Panther 2
Eddie Murphy, Imagine That
John Travolta, Old Dogs
WORST ACTRESS Of 2009
Beyonce, Obsessed
Sandra Bullock, All About Steve
Myley Cyrus, Hannah Montana: The Movie
Megan Fox, Jennifer’s Body and Transformers: Revenge of the Fallen
Sarah Jessica Parker, Did You Hear About the Morgans?
WORST SUPPORTING ACTRESS OF 2009
Candice Bergen, Bride Wars
Ali Larter, Obsessed
Sienna Miller, G.I. Joe
Kelly Preston,Old Dogs
Julie White (as Mom), Transformers: Revenge of the Fallen
WORST SUPPORTING ACTOR OF 2009
Billy Ray Cyrus, Hannah Montana: The Movie
Hugh Hefner (as himself), Miss March
Robert Pattinson, Twilight Saga: New Moon
Jorma Taccone (as Cha-Ka), Land of the Lost
Marlon Wayans, G.I. Joe
WORST DIRECTOR OF 2009
Michael Bay, Transformers: Revenge of the Fallen
Walt Becker, Old Dogs
Brad Silberling, Land of the Lost
Stephen Sommers, G.I. Joe
Phil Traill, All About Steve
WORST SCREENPLAY OF 2009
All About Steve, screenplay by Kim Barker
G.I. Joe: The Rise of Cobra, screenplay by Stuart Beattie and David Elliot & Paul Lovett, based on Hasbro's G.I. Joe Characters.
Land of the Lost, written by Chris Henchy & Dennis McNicholas, based on Sid & Marty Krofft's TV series
Transformers: Revenge Of The Fallen, written By Ehren Kruger & Roberto Orci & Alex Kurtzman, based on Hasbro’s Transformers Action Figures
Twilight Saga: New Moon, screenplay by Melissa Rosenberg, based on the novel by Stephenie Meyer
All Three Jonas Brothers, Jonas Brothers: The 3-D Concert Experience
Will Ferrell, Land of the Lost
Steve Martin, Pink Panther 2
Eddie Murphy, Imagine That
John Travolta, Old Dogs
WORST ACTRESS Of 2009
Beyonce, Obsessed
Sandra Bullock, All About Steve
Myley Cyrus, Hannah Montana: The Movie
Megan Fox, Jennifer’s Body and Transformers: Revenge of the Fallen
Sarah Jessica Parker, Did You Hear About the Morgans?
WORST SUPPORTING ACTRESS OF 2009
Candice Bergen, Bride Wars
Ali Larter, Obsessed
Sienna Miller, G.I. Joe
Kelly Preston,Old Dogs
Julie White (as Mom), Transformers: Revenge of the Fallen
WORST SUPPORTING ACTOR OF 2009
Billy Ray Cyrus, Hannah Montana: The Movie
Hugh Hefner (as himself), Miss March
Robert Pattinson, Twilight Saga: New Moon
Jorma Taccone (as Cha-Ka), Land of the Lost
Marlon Wayans, G.I. Joe
WORST DIRECTOR OF 2009
Michael Bay, Transformers: Revenge of the Fallen
Walt Becker, Old Dogs
Brad Silberling, Land of the Lost
Stephen Sommers, G.I. Joe
Phil Traill, All About Steve
WORST SCREENPLAY OF 2009
All About Steve, screenplay by Kim Barker
G.I. Joe: The Rise of Cobra, screenplay by Stuart Beattie and David Elliot & Paul Lovett, based on Hasbro's G.I. Joe Characters.
Land of the Lost, written by Chris Henchy & Dennis McNicholas, based on Sid & Marty Krofft's TV series
Transformers: Revenge Of The Fallen, written By Ehren Kruger & Roberto Orci & Alex Kurtzman, based on Hasbro’s Transformers Action Figures
Twilight Saga: New Moon, screenplay by Melissa Rosenberg, based on the novel by Stephenie Meyer
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Das Revelações VI

Reveladas as nomeações, o panorama é o seguinte:
Melhor Filme
Up
Up In The Air
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man
Melhor Realizador
James Cameron por “Avatar”
Jason Reitman por “Up In The Air”
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”
Quentin Tarantino por “Inglourious Basterds
Lee Daniels por “Precious”
Melhor Actor
Jeff Bridges por “Crazy Heart”
George Clooney por “Up In The Air”
Colin Firth por “A Single Man”
Morgan Freeman por “Invictus”
Jeremy Renner por “The Hurt Locker”
Melhor Actriz
Sandra Bullock por “The Blind Side”
Helen Mirren por “The Last Station”
Carey Mulligan por “An Education”
Gabourey Sidibe por “Precious”
Meryl Streep por “Julie & Júlia”
Melhor Actor Secundário
Matt Damon por “Invictus»
Woody Harrelson por “The Messenger»
Christopher Plummer por “The Last Station»
Stanley Tucci por “The Lovelly Bones”
Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”
Melhor Actriz Secundária
Penélope Cruz por “Nine”
Vera Farmiga por “Up In The Air”
Maggie Gyllenhaal por “Crazy Heart”
Anna Kendrick por “Up In The Air”
Mo’Nique por “Precious”
Melhor Argumento Original
“The Hurt Locker” - Mark Boal
“Inglourious Basterds” - Quentin Tarantino
“The Messenger” - Alessandro Camon e Oren Moverman
“A Serious Man” - Joel Coen e Ethan Coen
“Up” - Bob Peterson e Pete Docter
Melhor Argumento Adaptado
“District 9” - Neill Blomkamp and Terri Tatchell
“An Education” - Nick Hornby
“In The Loop” - Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
“Precious” - Geoffrey Fletcher
“Up In The Air” - Jason Reitman e Sheldon Turner
Melhor Longa-Metragem de Animação
“Coraline” de Henry Selick
“The Fantastic Mr.Fox” de Wes Anderson
“The Princess and the Frog” - John Musker and Ron Clements
“The Secret of Kells” de Tomm Moore
“Up” de Pete Docter
Melhor Filme de Língua Estrangeira
“Das Weisse Band” - Alemanha
“Un Prophète” - França
“The Milk of Sorrow” - Peru
“Ajami” - Israel
“El Secreto de Sus Ojos” - Argentina
Melhor Direcção Artística
Avatar
The Imaginarium of Dr. Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The Young Victoria
Melhor Fotografia
Avatar
The Hurt Locker
Harry Potter and the Half Blood Prince
Inglourious Basterds
Das Weisse Band
Melhor Guarda-Roupa
Bright Star
Coco Avant Chanel
The Imaginarium Of Dr. Parnassus»
Nine
The Young Victoria
Melhor Montagem
Avatar
District 9
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
Melhor Caracterização
Il Divo
Star Trek
The Young Victoria
Melhor Banda-Sonora Original
“Avatar” - James Horner
“The Fantastic Mr.Fox” - Alexandre Desplat
“The Hurt locker” - Marco Beltrami e Buck Sanders
“Sherlock Holmes” - Hans Zimmer
“Up” - Michael Giacchino
Melhor Canção Original
“I’m Almost There” (The Princess And The Frog)
”Own in New Orleans” (The Princess And The Frog)
”Doin de Paname” (Paris 36)
“Take It Al”l (Nine)
“The Weary Kind” (Crazy Heart)
Melhores Efeitos Sonoros
Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds»
Star Trek
Up
Melhor Som
Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Star Trek
Transformers – The Revenge Of The Fallen
Melhores Efeitos Visuais
Avatar
District 9
Star Trek
Melhor Documentário - Longa-Metragem
Burma VJ
The Cove
Food, Inc.
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home
Melhor Documentário - Curta-Metragem
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin
Melhor Curta-Metragem de Animação
French Roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beautyl
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)
Logorama
A Matter of Loaf and Death
Melhor Curta-Metragem de Imagem Real
The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants
Tal como esperado, a pária «Avatar» segue com 9 nomeações. Embora as de ordem técnica pouco ou nada me aflijam.
Mas, inesperada e agradavelmente é igual a marca de «The Hurt Locker». E note-se que este conta com actor e argumento original na lista. Categorias com as quais «Avatar» nem sequer poderia sonhar.
«Up In The Air» também por ali anda em bom registo. É um bom filme e assim o merece.
Por fim, as interpretações de Morgan Freeman e Matt Damon, às quais a nomeação faz justiça, já que a vitória de qualquer um deles me parece altamente improvável.
O único vencedor automático que aponto será Christoph Waltz. Se o Oscar lhe escapar então é porque Deus voltou a caír em desnorte.
Das Revelações Iminentes

Falta um par de horas para que a Academia venha a público com a lista dos nomeados para 82.ª edição dos Oscars.
A grande novidade deste ano será o número de nomeados para a principal categoria, tantos quantos os homens em jogo numa partida de futsal. Não sei bem qual será a ideia destas alterações parvas.
No ano passado, trocou-se a bela e elegante exibição de um trecho da representação dos actores nomeados por um arraial de declarações bimbas e sopeiras feitas por uma cambada de gente (outros actores) do palco para a plateia. Ou assim me pareceu, já que pela primeira vez em muitos anos não fiquei a ver o directo até de madrugada. E em boa hora o fiz.
Não sei se tal formato será repetido este ano. Espero que algum bom senso regresse às mentes daquela mitrada.
Este ano talvez me dê ao trabalho de perder algumas horas de sono. Afinal o Senhor Baldwin será co-host. Se bem que aturar o deprimente Steve Martin, cuja piada ficou retida algures nos 80's (isto somente no cenário de tal realidade haver de facto tomado lugar), seja degredo suficiente para repensar a programação. Dia 7 de Março logo me decidirei...
Entretanto, e sobre as vindouras nomeações, terei de aturar os nervos com que ficarei perante as probabilíssimas nomeações de Avatar. Não só para as merdas e cenas técnicas, relativamente às quais não tenho grande opinião, já que disso não percebo nadinha, mas também para mehor filme e melhor realizador, coisas que me ofendem bastamente.
Há uns anos tive de suportar a glorificação de um projecto ao qual só reconheço a virtude de ter sido caro: Titanic. Agora volta o mesmo gajo com uma pretensiosidade imbecil, ostatentando a mesma grandeza de triste e lamentável. E eis que a paciência começa a escassear por estas paragens.
Por mim o «The Hurt Locker» ganhava. Tanto a realização como a categoria de melhor filme. Mas isto de anunciar predilecções quando ainda não se viu nem 1/3 dos prováveis nomeados, é quase tão parvo como nomear quase meia dúzia de títulos para que o mesmíssimo arrecade o prémio.
Dos Ódios de Estimação

Surpresa! Choque! Estupefacção! Não é que o Sr. Steve Jobs também tem ódios de estimação! A Adobe merece todo o fel que se lhe possa dedicar. Já a Google, a sacrossanta Google, parece-me mais dor de cotovelo.
É que se Jobs aponta fundamentos de ordem técnica à Adobe, à Google mostra-se simplesmente arreliado com a concorrência àquele gadget bimbo que calha a ser o iPhone. Temos pena.
A propósito de ódios de estimação, o meu é à Apple. A glorificação do capitalismo. Se não se socorresse de um design atractivo à vaidade dos abastados, duvido muito das possibilidades de mercado da apelidada «empresa mais sexy do momento».
Então a monopolização dos dispositivos portáteis aptos para scroblar no last.fm anda mesmo a pedir uma moratória aos valores da Amnistia Internacional. --'
Dos Discos 2010 (+ Devaneios Respectivos)

Por estes dias roda com assiduidade q.b. cá pelo tasco o belo álbum de estreia dos Surfer Blood - editado já este ano e actualmente #3 no meu ranking de discos 2010. [Sim, achei por bem seguir o exemplo do Silva e tratar de compor a lista durante o ano ao invés de andar todo o Dezembro à procura de post-its e cadernos sebosos, picando discos às dezenas na vã tentativa de recordar alguma coisa do impacto sonoro de uns meses antes.]
Para quem deseje discos de solarengo e desprensioso surf rock, indiezado nos momentos certos, é ouvir o jeitoso «Astro Coast».
E, já agora, quando chegarem à 4.ª faixa, a «Harmonix», vejam lá se o início não vos recorda a «Neighborhood#2(Laika)» dos Arcade Fire.
Bem sei que ando com estas manias de ver similaridades entre demasiados itens. Mas pode ser que passe quando o tempo aquecer.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dos Sósias

Ontem vi a nova comédia dramática dos Coen Bros.. E antes de me sair com dissertações sobre o filme «A Serious Man», coisa a que somente após uma salutar distanciação temporal entre a visualização e a bitaitada correspondente aprecio proceder, quero aproveitar o tasco para desabafar.
Durante todo o filme tive o sinistro feeling de o protagonista (Larry Gopnik) estar ser interpretado por Bradley Withford e não pelo ilustre semi-desconhecido Michael Stuhlbarg. Obviamente que parte considerável da causa de tal fenómeno será o facto de o shô Bradley me ser bastante familiar graças à sua presença em cento e muitos episódios da minha série de eleição. Ainda assim, além de o Stuhlbarg estar caracterizado de uma forma idónea à confusão com o Withford, tem expressões e entoações vocais que se aproximam inquietantemente do outro indivíduo.
Há uns dias o Pedro Bala disse-me que viu uma gaja igualzinha a mim. Eu, dadas as minhas feições pouco prováveis em mais alguém (tenho a cabeça demasiado pequena e a cara redonda como uma bolacha «Maria»), levo a mal a atribuição de sósias. Acho que só alguém muito, demasiadamente, hospedeiro de percentagem alcoólica na corrente sanguínea me poderá confundir com mais alguém.
Mas depois do episódio de ontem, em que era capaz de jurar que um gajo quase 10 anos mais novo do que outro só podia ser este tal gajo, e atendendo ao facto de que o mais próximo que estive de fontes alcoólicas foi de um Mon Chéri a ser mastigado pela minha mãe, não sei. Talvez haja por aí mais uma ou duas moças em idade casadoira com cara de círculo trigonométrico e cabeça pouco adequável a gorros para adultos.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Das Bezerradas VII
Que o ser humano é por tendência uma coisa ruim, já não sobravam dúvidas cá no tasco.
[Clarifique-se desde já que, aqui para a blogger, médicos e enfermeiros são uma coroporação de gente dada ao sadismo e à insensibilidade, dos quais desconfia bastamente. Ou seja, o preconceito e o estereótipo assistem-na neste post, quiçá mais do que em qualquer outro.]
Há uns dois pares de anos, reencontrei um antigo colega do secundário numa certa livraria cá do burgo que em tempos teve uma área de cafetaria - bolinho de chocolate e café! - mas agora já não tem e por isso deixei de lá pôr os cotos. Após uma breve troca de impressões circunstanciais sobre o rumo das nossas vidas posteriormente à era geológica que mediou o penúltimo encontro e aquele, disse-me o ex-animador social da minha antiga turma que «Ah, e tal, sou enfermeiro em tal parte assim, assim». Todas as outras pessoas que conheço em enfermagem não almejaram lugar nessa tal parte assim, assim. Ele conseguiu. Vou tentar pensar que foi o mérito da sua classificação mediana e não o facto de a mãe do citado enfermeiro, também ela, coincidentemente, enfermeira, trabalhar na tal parte assim, assim, e haver, como todas as habituais práticas cá do burgo indicam, exercido influência para tal contratação.
Certo é que a criatura - o enfermeiro que dantes era um stand up comedian lá na turma - é enfermeiro e exerce tal profissão. A qual exercia já ao tempo do encontro na tal livraria.
E que fez ele após um minuto de diálogo com uma pessoa que não via há anos, a qual largou o casaco militar, deixou crescer o cabelo muito para lá do tamanho cão-de-água e passou a usá-lo, quando muito, com madeixas louras, abandonando as tonalidades azul e rosa de outrora?
Saca do telemóvel e exibe fotos de uma senhora acidentalmente semi-escalpada, a segurar no ar, sobre a sua cabeça, a camada de pele contendo cabelo com a mão direita, sinistramente ligada ao restante tecido aderente ao crâneo, como se do vídeo do panda a espirrar se tratasse. A colecção prolongava-se. Eu é que escolhi não ver mais nada.
Prái dois anos depois deste episódio, vi-me obrigada, por imposição curricular, a frequentar a cadeira de Medicina Legal. As aulas teóricas foram ok. Mas para a completude da cadeira era imprescindível a comparência a duas autópsias.
Tive azar. A primeira a que assisti foi numa tarde em que um cadáver em elevado estado de decomposição essa dissecado na sala ao lado, deixando tudo empestado de um cheiro nauseabundo como nunca dantes tinha snifado. Gastei uma embalagem de lenços perfumados à Sofiazita, que me prestou grande apoio naquela agonia e teve o bom senso de me encorajar a ficar. (Lá pelo meio tive vontade de sair...)
Ora, a assitência da autópsia era composta por projectos de juristas, médicos e enfermeiros. E, mais do que o cheiro, que, como já disse, era o pior que alguma vez me foi transportado até às narinas, o que me deixou pertinho de bazar foi a galhofa permanente dos estudantes de enfermagem.
De duas, uma: ou eu sou realmente muito estúpida e não tenho o mais ténue sentido de humor, ou então, um grupo de jovens com não mais de 22/23 anos, a apontar para os genitais de um pobre homem morto sobre a marquesa da medicina legal, a ser esquartejado para análise, é uma carneirada inominavelmente soez e vil.
Tempos depois circularam rumores de que uma estudante de direito teria feito um vídeo de uma autópsia com o telemóvel. Ao que parece viu muitas mais autópsias do que as obrigatórias. Era uma interessada. E também não deve ter ligado muito a meia dúzia de artigos de certas compilações legais que, àquele tempo, já deveria conhecer bem. Ou pelo menos o suficiente para não lhe passar pela ideia a velhaca e abusiva captação de imagens.
Por tudo isto, estas belas fotos que um grupo de médicos porto riquenhos publicou no... Facebook,
o_O
Não me surpreendem. São o sintoma de uma sopeirice própria de quem não tem valores e nem sequer liga por aí além àquele preciosismo designado de «deontologia profissional». A ânsia exibicionista e o comportamento de pária perante um sofrimento atroz fazem-me duvidar de tudo, mas não do estereótipo e do preconceito nos quais me venho escudando há muito, muito tempo.
[Clarifique-se desde já que, aqui para a blogger, médicos e enfermeiros são uma coroporação de gente dada ao sadismo e à insensibilidade, dos quais desconfia bastamente. Ou seja, o preconceito e o estereótipo assistem-na neste post, quiçá mais do que em qualquer outro.]
Há uns dois pares de anos, reencontrei um antigo colega do secundário numa certa livraria cá do burgo que em tempos teve uma área de cafetaria - bolinho de chocolate e café! - mas agora já não tem e por isso deixei de lá pôr os cotos. Após uma breve troca de impressões circunstanciais sobre o rumo das nossas vidas posteriormente à era geológica que mediou o penúltimo encontro e aquele, disse-me o ex-animador social da minha antiga turma que «Ah, e tal, sou enfermeiro em tal parte assim, assim». Todas as outras pessoas que conheço em enfermagem não almejaram lugar nessa tal parte assim, assim. Ele conseguiu. Vou tentar pensar que foi o mérito da sua classificação mediana e não o facto de a mãe do citado enfermeiro, também ela, coincidentemente, enfermeira, trabalhar na tal parte assim, assim, e haver, como todas as habituais práticas cá do burgo indicam, exercido influência para tal contratação.
Certo é que a criatura - o enfermeiro que dantes era um stand up comedian lá na turma - é enfermeiro e exerce tal profissão. A qual exercia já ao tempo do encontro na tal livraria.
E que fez ele após um minuto de diálogo com uma pessoa que não via há anos, a qual largou o casaco militar, deixou crescer o cabelo muito para lá do tamanho cão-de-água e passou a usá-lo, quando muito, com madeixas louras, abandonando as tonalidades azul e rosa de outrora?
Saca do telemóvel e exibe fotos de uma senhora acidentalmente semi-escalpada, a segurar no ar, sobre a sua cabeça, a camada de pele contendo cabelo com a mão direita, sinistramente ligada ao restante tecido aderente ao crâneo, como se do vídeo do panda a espirrar se tratasse. A colecção prolongava-se. Eu é que escolhi não ver mais nada.
Prái dois anos depois deste episódio, vi-me obrigada, por imposição curricular, a frequentar a cadeira de Medicina Legal. As aulas teóricas foram ok. Mas para a completude da cadeira era imprescindível a comparência a duas autópsias.
Tive azar. A primeira a que assisti foi numa tarde em que um cadáver em elevado estado de decomposição essa dissecado na sala ao lado, deixando tudo empestado de um cheiro nauseabundo como nunca dantes tinha snifado. Gastei uma embalagem de lenços perfumados à Sofiazita, que me prestou grande apoio naquela agonia e teve o bom senso de me encorajar a ficar. (Lá pelo meio tive vontade de sair...)
Ora, a assitência da autópsia era composta por projectos de juristas, médicos e enfermeiros. E, mais do que o cheiro, que, como já disse, era o pior que alguma vez me foi transportado até às narinas, o que me deixou pertinho de bazar foi a galhofa permanente dos estudantes de enfermagem.
De duas, uma: ou eu sou realmente muito estúpida e não tenho o mais ténue sentido de humor, ou então, um grupo de jovens com não mais de 22/23 anos, a apontar para os genitais de um pobre homem morto sobre a marquesa da medicina legal, a ser esquartejado para análise, é uma carneirada inominavelmente soez e vil.
Tempos depois circularam rumores de que uma estudante de direito teria feito um vídeo de uma autópsia com o telemóvel. Ao que parece viu muitas mais autópsias do que as obrigatórias. Era uma interessada. E também não deve ter ligado muito a meia dúzia de artigos de certas compilações legais que, àquele tempo, já deveria conhecer bem. Ou pelo menos o suficiente para não lhe passar pela ideia a velhaca e abusiva captação de imagens.
Por tudo isto, estas belas fotos que um grupo de médicos porto riquenhos publicou no... Facebook,
o_O
Não me surpreendem. São o sintoma de uma sopeirice própria de quem não tem valores e nem sequer liga por aí além àquele preciosismo designado de «deontologia profissional». A ânsia exibicionista e o comportamento de pária perante um sofrimento atroz fazem-me duvidar de tudo, mas não do estereótipo e do preconceito nos quais me venho escudando há muito, muito tempo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Do «Hasta Siempre»

Por, entre muitos outros, me terem dado a ver:
- Reservoir Dogs
- The Piano
- Pulp Fiction
- Trainspotting
- Brassed Off
- Good Will Hunting
- Jackie Brown
- Amélie
- Frida
- Kill Bill Volume 1
- Kill Bill Volume 2
- Garden State
- No Country for Old Men
Terão sempre um lugar cativo no meu coração, saudosos estúdios Miramax!
Já pela nódoa inominável que foi e é «Chicago» de Rob Marshall, um «bem feita!» do tamanho de um A-380.
Das Improbabilidades
Nunca imaginei tal coisa, mas gostei muito de ler as impressões emitidas por Belmiro de Azevedo sobre Cavaco e Alegre, numa entrevista à «Visão» que o DN resumiu aqui.
Isto de uma entevista a uma certa estação ou publicação ser notícia noutros órgãos de comunicação social, soa a reciclagem. Mas reciclagem no mau sentido, não aquela pela qual se faz o sacrifício de ir ao ecoponto para aliviar o peso da consciência poluente.
Isto de uma entevista a uma certa estação ou publicação ser notícia noutros órgãos de comunicação social, soa a reciclagem. Mas reciclagem no mau sentido, não aquela pela qual se faz o sacrifício de ir ao ecoponto para aliviar o peso da consciência poluente.
Das Pré-Temporadas

A 6.ª temporada de Lost está a chegar, e cá pelo tasco já se ouve o sapatear (proveniente daquele tique com que o Coelho Branco - de um certo conto escrito por um tipo meio pedófilo e mui badalado por estes dias - contagiou a clientela quando se lhe aceitou meia fatia de tarte de cenoura) ansioso por mais um repasto audiovisual para as massas.
Não há imagens da nova temporada, mas aqui está um bom aperitivo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Das Conciliações Geek-Fixolas

Escuto hoje, praí pela quarta ou quinta vez, o tema «Ladybug» de uns tais The Avon Barksdale. Porque também eu aprecio uns indiezinhos fáceis de ouvir... e todo o tipo de cenas alusivas à bela tv-geekness.
The Wire rula muito. Mas a minha série preferida não deixará de ser The West Wing.
Para que fique bem claro.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Das Justificações das Ausências
Não tem havido postagem fresca cá no tasco.
Por nenhum motivo em especial.
[Embora o facto de me perder com pensamentos parvos como a invenção de uma personagem assassina do politicamente correcto, chamada «Jáques, o Estereotipador» e rir dessa má tirada humorística como se fosse a Whoopi Goldberg, não abone muito à capacidade de articulação lógica - tome-se como documento probatório a extensão desta frase - e ao tempo livre entre mãos para mais do que divagar extra-blogger.]
Por nenhum motivo em especial.
[Embora o facto de me perder com pensamentos parvos como a invenção de uma personagem assassina do politicamente correcto, chamada «Jáques, o Estereotipador» e rir dessa má tirada humorística como se fosse a Whoopi Goldberg, não abone muito à capacidade de articulação lógica - tome-se como documento probatório a extensão desta frase - e ao tempo livre entre mãos para mais do que divagar extra-blogger.]
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Dos Plágios Bacocos (Mas Rentáveis à Bruta) II
«The most obvious similarity is that both stories are set on the planet Pandora in the 22nd century. The Strugatskys' Pandora is inhabited by the Nave, a group of humanoids whose name sounds very much like that of Cameron's humanoids, the Na'vi. Both Pandoras are also warm and humid, and densely covered in trees.»
Um artigo sobre as coincidências existentes entre a «história» do Avatar do fogo de artifício para sopeiro admirar, e uns certos livrinhos sci-fi dos 60's russos. Por mim, o James Cameron já vivia num GULAG siberiano desde que se lembrou de fazer o Titanic. --'
Um artigo sobre as coincidências existentes entre a «história» do Avatar do fogo de artifício para sopeiro admirar, e uns certos livrinhos sci-fi dos 60's russos. Por mim, o James Cameron já vivia num GULAG siberiano desde que se lembrou de fazer o Titanic. --'
Dos Plágios Bacocos (Mas Rentáveis à Bruta)
Um estimado leitor cá do tasco, linkou para esta bela resenha da pipoqueirada mais rentável que os últimos tempos viram no grande écran. Como tal achega ficou subtraída à ribalta blogueira num comentário que poucos lerão, aqui fica o devido destaque:

(clickar sobre a imagem para ler em tamanho pró-míope)
Das Resenhas Idílicas
| | | Radiohead – Everything in Its Right Place |
| | | Radiohead – Pyramid Song |
| | | Radiohead – The National Anthem |
| | | Radiohead – How to Disappear Completely | | |
| | | Radiohead – I Might Be Wrong |
| | | Radiohead – You and Whose Army? |
| | | Radiohead – Idioteque |
| | | Radiohead – Morning Bell |
| | | Radiohead – Motion Picture Soundtrack |
Há por aí certas pessoas que defendem a tese segundo a qual os Radiohead, ao invés de dois álbuns, na ressaca do «OK Computer» - a.k.a. melhor disco de todos os tempos - deveriam ter editado um só, composto pelas melhores faixas do «Kid A» e do «Amnesiac»: o «Kid Amnesiac».
Ontem à noite, na companhia de um desses entusiastas, fiz a experiência, com a tracklist supra exposta.
Continuando a considerar o «OK Computer» a obra máxima dos 5 gajos mais talentosos que Oxford deu ao mundo, aconselho a experiência.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Das Descobertas Improváveis (E Lamentáveis)
Tristemente, foi por causa de uma curiosidade da inclassificável secção «Vida» do Sol online que fiquei a saber que os tigres são uma das espécies mais ameaçadas.
A ver se o governo chinês faz alguma coisa para preservar a espécie... Mas dado que para aqueles lados até a vida humana parece valer tão pouco, não me parece que o folclore em torno de um ano temático com o nome dos felinos ameaçados venha a fazer grande coisa pela conservação da espécie.
Das Réplicas
De 6.1. Hoje. Por volta das 11h, horário português.
A ver se o jornalismo da desgraça se banqueteia de imagens e relatos do horror e do caos. Pelo mundo bem nutrido e seguro mostra-se choque e consternação. Não de uma forma tão caricata como as expressões do PR diante dos estragos provocados pelo tufão de Torres Vedras (tipo devoração de Bolo Rei versão idoso mau fingidor de admirações semi-emocionadas). Mas ainda assim muito confortável.
A ver se o jornalismo da desgraça se banqueteia de imagens e relatos do horror e do caos. Pelo mundo bem nutrido e seguro mostra-se choque e consternação. Não de uma forma tão caricata como as expressões do PR diante dos estragos provocados pelo tufão de Torres Vedras (tipo devoração de Bolo Rei versão idoso mau fingidor de admirações semi-emocionadas). Mas ainda assim muito confortável.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Dos Tiros Nos Pés II
Do pouco que tenho observado, o «i» é grande fã do Alegre. Ou então há por lá gente que já se apercebeu da qualidade tragicómica do auto-designado candidato à Presidência da República (a.k.a. milhão de votos). E essas cenas vendem papel. Quase tanto como as promoções de desconto de 50% no preço no papel higiénico.
O anúncio da candidatura de Alegre por estes tempos não pressiona ninguém a mais do que rir. O PS virá à praça anunciar o seu candidato quando isso não deixar o executivo em funções totalmente exposto às forças de bloqueio. E o PR está-se nas tintas para aquele senhor de barba branca com um discurso chato e ultrapassado que por acaso tende a ficar-lhe cronicamente atrás nas sondagens.
Se por um lado os idosos fiéis à direita, devotos do Sr. Cavaco e Silva - sim, eles enfatizam o «e» -, têm andado a morrer desde as últimas presidenciais, pelo outro há por aí borregada jovem que o consideram um bom político.
Ou seja, prevejo a desgraça para o futuro do Palácio de Belém.
O anúncio da candidatura de Alegre por estes tempos não pressiona ninguém a mais do que rir. O PS virá à praça anunciar o seu candidato quando isso não deixar o executivo em funções totalmente exposto às forças de bloqueio. E o PR está-se nas tintas para aquele senhor de barba branca com um discurso chato e ultrapassado que por acaso tende a ficar-lhe cronicamente atrás nas sondagens.
Se por um lado os idosos fiéis à direita, devotos do Sr. Cavaco e Silva - sim, eles enfatizam o «e» -, têm andado a morrer desde as últimas presidenciais, pelo outro há por aí borregada jovem que o consideram um bom político.
Ou seja, prevejo a desgraça para o futuro do Palácio de Belém.
Das Procrastinações (Alegadamente) Estratégicas
Por mais tempo que o executivo possa ganhar com certas prorrogações, quiçá +/- pedinchadas, certo é que a adjudicação do fornecimento do belo computador infantil de terceiro mundo apelidado de navegador tuga para lhe lavar a imagem, é assunto político fétido de tanto mal cheirar.
E o maior problema será mesmo a ausência de alternativas viáveis. Para que o escrutínio devido de tais abusos fosse produtivo e progressista, ao invés de suicidário.
E o maior problema será mesmo a ausência de alternativas viáveis. Para que o escrutínio devido de tais abusos fosse produtivo e progressista, ao invés de suicidário.
Das Bestialidades II

Acorda uma pessoa para se deparar com esta merda!
Para quem não percebeu: eu tinha uns 36 e tal mil tracks ouvidos desde esse belo dia de 20 de Agosto de 2008.
De duas uma, ou o last.fm é merdoso... até aos quarks... ou então alguém com muito pouca vida se lembrou de me chagar a paciência.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Das Genialidades II
Há coisa de pouco mais de um minuto. Ou dois. Não mais de 3, vá. Tive (mais) uma fantástica ideia!
Na senda dos famosíssimos audiobooks, sugiro aos senhores da DGSI que façam o mesmo com a jurisprudência das instâncias superiores. Como intérpretes é imperativo o recrutamento de septuagenários avaros, de voz ditatorial e velhaca.
Seria um sucesso!
O arquivamento da douta jurisprudência em tais moldes estaria, aliás, no que a avanços tecnológicos respeita, como a «Vila Faia» para o «Avatar» - não sei bem por que ordem comparativa.
Na senda dos famosíssimos audiobooks, sugiro aos senhores da DGSI que façam o mesmo com a jurisprudência das instâncias superiores. Como intérpretes é imperativo o recrutamento de septuagenários avaros, de voz ditatorial e velhaca.
Seria um sucesso!
O arquivamento da douta jurisprudência em tais moldes estaria, aliás, no que a avanços tecnológicos respeita, como a «Vila Faia» para o «Avatar» - não sei bem por que ordem comparativa.
Dos (In)Êxitos
Sempre na vanguarda do WTF, na crista da onda da silly season, aquele que é o tiranete-cantor favorito cá no tasco, deu à luz mais uma ideia magnífica: expropriar uma cadeia de supermercados como sanção ao aumento de preços com finalidade expeculativa.
Há a intervenção estadual na economia, em ordem ao estabelecimento de linhas racionais num âmbito de pura irracionalidade (a do mercado). E há as alarvidades monumentais.
Acho que já dei a perceber qual das duas se aplicará ao caso.
Há a intervenção estadual na economia, em ordem ao estabelecimento de linhas racionais num âmbito de pura irracionalidade (a do mercado). E há as alarvidades monumentais.
Acho que já dei a perceber qual das duas se aplicará ao caso.
Dos Tiros Nos Pés
Ansioso por dar início a mais umas andanças que, ou muito me engano, ou culminarão em mais uma vitória presidencial do fanático de marquises mais dispensável da política portuguesa, Manuel Alegre anunciou a sua candidatura antes de o PS os ter no sítio para o apoiar sem temer represálias da presidência.
Não sei o que será pior, se o facto de a grande esperança anti-Cavaco consistir num atabalhoado político que, sendo poeta, de tudo faço para evitar o constrangimento de ler a sua obra, se a realidade demonstrar que até esta «grande esperança» tem uma atracção inimaginável por tiros nos próprios pés.
Pressionar o PS serve-lhe para quê?! E já nem entro em considerações sobre a atitude cobarde do PS... Mas sendo esta uma realidade mundana, não seria de contar com isso?
Indagado sobre toda esta conjuntura, Alegre respondeu: «Eu sei que é uma maçada para quem não gosta, mas é um facto consumado: a candidatura arrancou e está no terreno».
É uma maçada sim senhor. Sobretudo para quem não quer ver um político tão... inclassificável... como o é Cavaco Silva, ganhar outras presidenciais.
Não sei o que será pior, se o facto de a grande esperança anti-Cavaco consistir num atabalhoado político que, sendo poeta, de tudo faço para evitar o constrangimento de ler a sua obra, se a realidade demonstrar que até esta «grande esperança» tem uma atracção inimaginável por tiros nos próprios pés.
Pressionar o PS serve-lhe para quê?! E já nem entro em considerações sobre a atitude cobarde do PS... Mas sendo esta uma realidade mundana, não seria de contar com isso?
Indagado sobre toda esta conjuntura, Alegre respondeu: «Eu sei que é uma maçada para quem não gosta, mas é um facto consumado: a candidatura arrancou e está no terreno».
É uma maçada sim senhor. Sobretudo para quem não quer ver um político tão... inclassificável... como o é Cavaco Silva, ganhar outras presidenciais.
Das Indignações II
Ainda nem há uma hora fui resgatada aos meus sonos semeados de sonhos estúpidos e incomodativos que nem furúnculos, e já preferia ter continuado a dormir. Minto. Afinal o meu cafézinho das 7h e qualquer coisa é o momento alto do meu dia. Sobretudo quando tenho a companhia do gato. A qual, por acaso, hoje não tive. Mas adicionei mais um pacote de açúcar ao café do que o costume. Para compensar.
E porque raio preferia eu continuar a conviver com os despojos da minha lixeira mental, ao invés de «viver a vida»?
Porque o James Cameron ganhou o globo de ouro de melhor realização... e o Avatar ganhou o globo de melhor drama. --' E não estou a falar daqueles prémios saloios da Sic. Foram mesmo Golden Globe Awards.
Quanto ao que penso de «Avatar», já por aqui o deixei bem claro.
O que irrita solenemente nesta consagração monstruosa é, além da injustiça perante os demais, que vai na volta até são trabalhos dignos da classificação «cinema» e não «merda audiovisual para comedores de pipocas», a sua soma de vitórias carneirenta. Se é por causa do estímulo ao 3D, reeditem clássicos do cinema em 3D e exibam-nos nas salas. Não enalteçam é a ceninha mais vulgar, pretensiosa e estúpida que as excitações populares idolatraram nos últimos tempos!
Se eu já tinha o James Cameron na lista dos realizadores sem os quais o cinema passava muito bem após aquela fantochada que foi o Titanic, agora encabeça a lista. --' Seguido de muito perto pelo Rob Marshall.
E porque raio preferia eu continuar a conviver com os despojos da minha lixeira mental, ao invés de «viver a vida»?
Porque o James Cameron ganhou o globo de ouro de melhor realização... e o Avatar ganhou o globo de melhor drama. --' E não estou a falar daqueles prémios saloios da Sic. Foram mesmo Golden Globe Awards.
Quanto ao que penso de «Avatar», já por aqui o deixei bem claro.
O que irrita solenemente nesta consagração monstruosa é, além da injustiça perante os demais, que vai na volta até são trabalhos dignos da classificação «cinema» e não «merda audiovisual para comedores de pipocas», a sua soma de vitórias carneirenta. Se é por causa do estímulo ao 3D, reeditem clássicos do cinema em 3D e exibam-nos nas salas. Não enalteçam é a ceninha mais vulgar, pretensiosa e estúpida que as excitações populares idolatraram nos últimos tempos!
Se eu já tinha o James Cameron na lista dos realizadores sem os quais o cinema passava muito bem após aquela fantochada que foi o Titanic, agora encabeça a lista. --' Seguido de muito perto pelo Rob Marshall.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Das Nostalgias Televisivas
Por estes dias lembrei-me, com elevada nostalgia, dos tempos em que ia da faculdade até casa numa corrida contra o tempo. Tudo para chegar à hora de ver «Dave, o Bárbaro» com a minha irmã, que era então uma pitinha do ensino primário.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Das Exclusividades
A partir de hoje, é o que acontecerá por aqui. Para um público literalmente escolhido a dedo, o degredo de ler o que escrevo e de aturar as TPF's - Tentativa de Piada Frustradas - do costume.
Como a mera suspensão tasqueira era uma sanção merecida por outrem que só eu acabaria por sofrer, decidi-me por atacar a causa e não os sintomas.
Como a mera suspensão tasqueira era uma sanção merecida por outrem que só eu acabaria por sofrer, decidi-me por atacar a causa e não os sintomas.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Das Suspensões Tasqueiras
Há uns dias que por aqui não acontece nadinha. Deixei de apreciar a dinâmica desta bodega no momento em que me foi dito que a minha escrita, além de aborrecer e irritar (ok, esta parte eu é que sub-entendi), contém elementos particularmente infelizes como é o caso-exemplo da minha reiteração petulante da expressão «até aos quarks».
E se a opinião alheia, como será bom de ver pelo que nestas bandas se expõe às internétes, interessa pouco aqui à blogger, a de meia dúzia de exemplares da espécie humana calha a ser justamente o contrário. Ora, tal meia dúzia até frequenta aqui o lugarejo e tudo.
Assim, ao termo de uma moratória reflexiva, suspendo o tasco por tempo indeterminado.
E se a opinião alheia, como será bom de ver pelo que nestas bandas se expõe às internétes, interessa pouco aqui à blogger, a de meia dúzia de exemplares da espécie humana calha a ser justamente o contrário. Ora, tal meia dúzia até frequenta aqui o lugarejo e tudo.
Assim, ao termo de uma moratória reflexiva, suspendo o tasco por tempo indeterminado.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Das Futuras Dores de Corno
Talvez porque, alegadamente, a auto-manipulação seja de difícil alcance em face das estranhas maravilhas da sua produção nacional, o povo britânico, vendo-se enclausurado pela intempérie, decidiu ir para net e projectar uns encornanços à cara-metade.
É a desgraça dos nossos tempos. Uns querem contraír o sacrossanto matrimónio e não o podem fazer. Outros, ingratos, havendo-o contraído, vão para as internétes cantar a cantiga do bandido a incautos ou, quiçá, gente de ainda pior categoria, dissolvendo matrimónios com a mesma voracidade com que se retira maquilhagem do rosto após uma longa noite de farra contrafeita.
É a desgraça dos nossos tempos. Uns querem contraír o sacrossanto matrimónio e não o podem fazer. Outros, ingratos, havendo-o contraído, vão para as internétes cantar a cantiga do bandido a incautos ou, quiçá, gente de ainda pior categoria, dissolvendo matrimónios com a mesma voracidade com que se retira maquilhagem do rosto após uma longa noite de farra contrafeita.
Das Conquistas (Tardias)
A partir de hoje há mais uma vedação retrógada a direitos elementares que vai de vela. E viver numa sociedade em que tal contece, sabe bem.
A família é, nos dias de hoje, uma multiplicidade de realidades. Porque aquilo que faz de um grupo (ou mesmo um par) de pessoas uma família é um só elemento: o amor. E é bom que a lei permita convencionar os afectos. Afinal, essa será, muito provavelmente, a sua mais nobre função.
A família é, nos dias de hoje, uma multiplicidade de realidades. Porque aquilo que faz de um grupo (ou mesmo um par) de pessoas uma família é um só elemento: o amor. E é bom que a lei permita convencionar os afectos. Afinal, essa será, muito provavelmente, a sua mais nobre função.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Das Boas Trailas
Já o filme fica aquém da traila. Embora não deixe de ser digno do tempo que com ele se perde. Lá para a semana sou capaz de tecer umas considerações sobre a novidade Spike Jonziana.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Da Incredulidade
Ser-se conservador, velhacamente apegado a um status quo há muito obsoleto, e viver-se bem com isso, compreende-se. Nem todos têm os mesmos valores e/ou o mesmo sentido de humanidade e cidadania.
Já exortar-se o movimento gay conservador à luta anti-casamento entre pessoas do mesmo sexo... É o degredo!
Já exortar-se o movimento gay conservador à luta anti-casamento entre pessoas do mesmo sexo... É o degredo!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Das Dissertações Inócuas II
São umas escassas 21h30 e já estou semi-k.o. de sono. Tipo um infante a contemplar o Canal Panda, só que com menos sacarina para abanar a retina, no embrutecimento muscular de uns late 20's pouco esforçados fisicamente e bastamente dados à ronha.
Se isto não é o mais baixo dos níveis a que se pode descer na vida, então não sei nada sobre níveis. Ou/e sobre a vida.
Sei que tenho sono. E não é que me deite e consiga dormir com qualidade. Afinal, sendo estas horas, vou ouvir o burburinho doméstico produzido pelos seres que comigo coabitam. E o meu miolo vai estar mais concentrado na estranheza das horas do que propriamente ficar em stand-by até amanhã de manhã.
Esta noite fiquei mesmo em stand-by. Não me lembro de nadinha que haja aturado no meu mundo onírico. Gosto disso. De adormecer como nos filmes sci-fi. Só que com roupa quentinha. Não é cá pijama de Verão e aquecimento à parva. Não é assim que se dorme bem. Por isso é que no Verão se dorme miseravelmente, nem que se esteja de férias.
Se estivesse de férias seria incapaz de ter sono às 21h30. Nem que tivesse acordado às 5h. Estaria tão stressada com a ideia de aproveitar bem as férias que o sono seria um bem escasso.
Ou talvez não.
Talvez dormisse muito por estar de férias. Quando se dorme muito num dia, fica-se com mais sono ainda. E é porreiro dormir tantas horas diárias como um gato obeso.
Se fosse um gato, queria ser um espécime tigrado, talvez em tons laranja-escuro. Nunca tive nenhum assim. Mas deve ser muito cool ter umas riscas-maravilha naquela tonalidade pilosa.
O meu gato é preto. Tem uma mancha branca no ventre. E o ventre dele é meio descaído. Efeito secundário de uma ablação de tin-tins. Acho que ele gosta da sua própria cor. Se ele pudesse, não pediria para ser tigrado. É bastante teimoso e narcísico. Ele gosta de MGMT e da «One Day Like This» dos Elbow. Pediu-me para ouvir o novo dos Vampire Weekend mas logo que chegou à «Cousins», além de lançar uma piada deprimente - «Mais uma música sobre números divisíveis somente por eles mesmos e a unidade?!» - sentenciou que «Parecem os Grizzly Bear no final de um concurso de doçaria conventual para hiperactivos.».
Não curto a voz do Daniel Rossen. Chateia-me à brava ter de o aturar a cantar. É por isso que o «Veckatimest» não integrou as minhas listas. Preferia que as pessoas à minha volta partilhassem o meu gosto do que ter que levar com a sua voz tão tipicamente indie que até enoja uma poça de vómito (a do senhor Rossen, não a voz das pessoas à minha volta, que essas calam-se para o ouvir).
São 22h. Já não me parece mal ir abancar-me na cama a ler BD até adormecer.
Posso parar de matar tempo com divagações estúpidas.
Se isto não é o mais baixo dos níveis a que se pode descer na vida, então não sei nada sobre níveis. Ou/e sobre a vida.
Sei que tenho sono. E não é que me deite e consiga dormir com qualidade. Afinal, sendo estas horas, vou ouvir o burburinho doméstico produzido pelos seres que comigo coabitam. E o meu miolo vai estar mais concentrado na estranheza das horas do que propriamente ficar em stand-by até amanhã de manhã.
Esta noite fiquei mesmo em stand-by. Não me lembro de nadinha que haja aturado no meu mundo onírico. Gosto disso. De adormecer como nos filmes sci-fi. Só que com roupa quentinha. Não é cá pijama de Verão e aquecimento à parva. Não é assim que se dorme bem. Por isso é que no Verão se dorme miseravelmente, nem que se esteja de férias.
Se estivesse de férias seria incapaz de ter sono às 21h30. Nem que tivesse acordado às 5h. Estaria tão stressada com a ideia de aproveitar bem as férias que o sono seria um bem escasso.
Ou talvez não.
Talvez dormisse muito por estar de férias. Quando se dorme muito num dia, fica-se com mais sono ainda. E é porreiro dormir tantas horas diárias como um gato obeso.
Se fosse um gato, queria ser um espécime tigrado, talvez em tons laranja-escuro. Nunca tive nenhum assim. Mas deve ser muito cool ter umas riscas-maravilha naquela tonalidade pilosa.
O meu gato é preto. Tem uma mancha branca no ventre. E o ventre dele é meio descaído. Efeito secundário de uma ablação de tin-tins. Acho que ele gosta da sua própria cor. Se ele pudesse, não pediria para ser tigrado. É bastante teimoso e narcísico. Ele gosta de MGMT e da «One Day Like This» dos Elbow. Pediu-me para ouvir o novo dos Vampire Weekend mas logo que chegou à «Cousins», além de lançar uma piada deprimente - «Mais uma música sobre números divisíveis somente por eles mesmos e a unidade?!» - sentenciou que «Parecem os Grizzly Bear no final de um concurso de doçaria conventual para hiperactivos.».
Não curto a voz do Daniel Rossen. Chateia-me à brava ter de o aturar a cantar. É por isso que o «Veckatimest» não integrou as minhas listas. Preferia que as pessoas à minha volta partilhassem o meu gosto do que ter que levar com a sua voz tão tipicamente indie que até enoja uma poça de vómito (a do senhor Rossen, não a voz das pessoas à minha volta, que essas calam-se para o ouvir).
São 22h. Já não me parece mal ir abancar-me na cama a ler BD até adormecer.
Posso parar de matar tempo com divagações estúpidas.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Das Alianças Improváveis
Este tasco jamais terá configurado um futuro concordante nalgum tema com os fãs da s(h)aga «Twilight». Porém, tal como a ida de João Pereira para o SCP ocorreu perante o espírito incrédulo e revolto de uma certa e determinada pessoa, a realização de uma mini-série (a.k.a. telenovela) sob a alçada da TVI, veio resgatar à autora deste tasco uma solidariedade sincera e mui sentida com essa gente de gostos inconcebíveis em que consiste o público que se extasia com literatura e cinema ruim.
Por isso, ignorem-se os fundamentos de cada uma das partes (os meus e os dessas pessoas) para uma tal oposição ao aproveitamento selvagem de um conceito já por si mesmo bestial e imbecil, mas que calha em vender-se que nem barbas postiças nos apedrejamentos ao tempo de Jesus Cristo.
O que aqui importa será mesmo evitar a repetição de pesadelos inefáveis como o são párias televisivas ao nível da telenovela brasileira «Vamp». Um lixo tóxico do início dos anos '90 que eu apreciaria tanto constatar na moda como arrancar as minhas próprias unhas à dentada.
Para os incautos mas felizes ignorantes do conteúdo televisivo para que alerto com uma animosidade somente comparável à do velho do Restelo, here goes garlic (cá no tasco desconfia-se que a vampiragem não apreciará tal expressão):
Por isso, ignorem-se os fundamentos de cada uma das partes (os meus e os dessas pessoas) para uma tal oposição ao aproveitamento selvagem de um conceito já por si mesmo bestial e imbecil, mas que calha em vender-se que nem barbas postiças nos apedrejamentos ao tempo de Jesus Cristo.
O que aqui importa será mesmo evitar a repetição de pesadelos inefáveis como o são párias televisivas ao nível da telenovela brasileira «Vamp». Um lixo tóxico do início dos anos '90 que eu apreciaria tanto constatar na moda como arrancar as minhas próprias unhas à dentada.
Para os incautos mas felizes ignorantes do conteúdo televisivo para que alerto com uma animosidade somente comparável à do velho do Restelo, here goes garlic (cá no tasco desconfia-se que a vampiragem não apreciará tal expressão):
domingo, 3 de janeiro de 2010
Das Dissertações Inócuas

Se há coisa que me tira do sério (na realidade esta foi uma metáfora muito mal escolhida, dado que quero descrever algo que me provoca misantropismo galopante e não que me faça gargalhar) são aquelas pessoas com locomoção e modos «boneco Michelin».
Não a correr, obviamente, mas a andar diante de mim, a um ritmo claramente mais lento do que aquele a que eu gostaria de circular. Os Michelin Walkers são, por atribuição natural, gente roliça que balança o corpo para os lados ao caminhar. Nas estações do tempo frio usam kispos que revelam a sua natureza Micheliniana, obrigando-os a semi-abrir os braços, numa dupla função de alívio das pressões da banha e uma vaga tentativa de alcance de equilíbrio não efectivamente almejada, estorvando solenemente quem quer que sofra o azar de seguir atrás de si (dos Michelin Walkers, obviamente, alguém que siga atrás de si mesmo é cena existencial e estúpida demais, até para este tasco...).
E porque me lembrei eu, neste nada quente dia dos primeiros de um novo ano?
Porque me calhou pela frente uma Michelin Walker num certo shopping cá do burgo, levando-me a reflectir sobre as minhas posições relativamente à aplicação da pena capital, como se um membro do governo chinês me tratasse...
sábado, 2 de janeiro de 2010
Dos Regressos

Obviamente que ontem estava demasiado atulhada de açúcares para me lembrar que haveria mensagem do PR. Há esquecimentos perfeitamente harmonizados com a vida: o que o PR disse não interessa a ninguém.
Aliás, aquela guerrilha telenovelesca com o PM já enjoa. Gente bimba de mal com outrem é do mais ordinário que se possa conceber.
Agora a sério: a reportagem da sic num shopping qualquer a recolher impressões sobre a mensagem de Ano Novo do PR (algures, no vídeo apresentado infra), não dá mesmo uma vontade danada de emigrar em 2010?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Dos Novos Anos

Um ano novo é como uma roupa nova, mas em segunda mão. Parece realmente virginal mas, na crua e inconfessa realidade, sabe-se de antemão ser uma aparência pouco duradoura. Em breve os dias de 2010 serão compostos da semi-exacta matéria de que eram compostas as pretéritas jornadas de 2009.
Ainda assim há todo o belo ritual que implica um feriado seguido de um dia pleno de ronha. Toda uma noite que 90% das pessoas preferem passar na farra, sobrando aquela parcela dos «diferentes» que, em boa verdade, são iguaizinhos a uns quantos milhões. Como eu.
Em suma: foi um bom ano, 2009. Se 2010 não puder ser ainda melhor, que equipare o ano anterior.
Ah! E passagens de ano a visionar cuidadas selecções do melhor de Seinfeld, são do camandro. Sobretudo se tal acontecer na melhor companhia.
Para vós, mui estimada clientela cá do tasco, um 2010 pleno de boas cenas nas vossas vidas! [Na exacta medida em que não constituam más cenas na vida de outrem.]
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Das Listas IV (Álbuns de 2009)

1. Animal Collective - Merriweather Post Pavillion
2. Camera Obscura - My Maudlin Career
3. The Pains Of Being Pure At Heart - Higher than the Stars EP
4. Noah And The Whale - The First Days of Spring
5. The Drums - Summertime
6. Throw Me The Statue - Ceaturesque
7. The XX - The XX
8. Bill Callahan - Sometimes I Wish We Were an Eagle
9. The Antlers - Hospice
10. Mayer Hawthorne - A Strange Arrangement
11. Wavves - Wavvves
12. Wild Beasts - Two Dancers
13. Girls - Girls
14. Florence + The Machine - Lungs
15. Great Lake Swimmers - Lost Channels
16. The Raveonettes - In And Out Of Control
17. Bruce Springsteen - Working On a Dream
18. Fever Ray - Fever Ray
19. Asobi Seksu - Rewolf
20. Jamie T - Kings & Queens
Se tivesse calhado a ouvir outros discos, seria, provavelmente, uma lista muito diferente. Mas quis o caos harmonioso da minha existência e suas particularidades que eu deitasse o ouvido a esses. Assim se fez a justiça.
Das Listas III (Melhores Filmes dos 00's)

1. «Elephant» de Gus Van Sant
2. «The Departed» de Martin Scorsese
3. «Mulholland Drive» de David Lynch
4. «Cartas de Iwo Jima» de Clint Eastwood
5. «Ghost Dog» de Jim Jarmush
6. «Kill Bill, Vol. I & II» de Quentin Tarantino
7. «Memento» de Christopher Nolan
8. «Lord of The Rings (Trilogia)» de Peter Jackson
9. «Lost In Translation» de Sofia Coppola
10. «Eastern Promises» de David Cronemberg
11. «Match Point» de Woody Allen
12. «The Squid And The Whale» de Noah Baumbach
13. «A History Of Violence» de David Cronemberg
14. «Donnie Darko» de Richard Kelly
15. «Spider» de David Cronemberg
16. «Cidade De Deus» de Fernando Meirelles
17. «25th Hour» de Spike Lee
18. «Gerry» de Gus Van Sant
19. «The Man Who Wasn't There» dos irmãos Coen
20. «Amores Perros» de Alejandro González Iñárritu
21. «Eternal Sunshine Of The Spotless Mind» de Michel Gondry
22. «Corpse Bride» de Tim Burton e Mike Johnson
23. «Lions For Lambs» de Robert Redford
24. «Das Leben Der Anderen/As Vidas Dos Outros» de Florian Henkel Von Donnersmark
25. «Ratatouille» de Brad Bird e Jan Pinkava
26. «Charlie Wilson's War» de Mike Nichols«O Brother, Where Are Thou?» dos irmãos Coen
27. «Little Miss Sunshine» de Jonathan Dayton e Valerie Faris
28. «Hard Candy» de David Slade
29. «Million Dollar Baby» de Clint Eastwood
30. «O Brother, Where Are Thou?» dos irmãos Coen
O magnífico «Alice», de produção nacional, não integra a lista por uma unhaca muito negra. Mas seria desonesto integrá-lo para preenchimento de quotas.
Já o «A.I.» do Spielberg não encabeça a lista ou faz parte dela porque tem a marca do pipoqueiro ao invés dos traços do Génio. Muito triste.
De resto, é bastante embaraçoso que quase tudo venha das Américas. A ver se a lista dos 01's vem recheada de variabilidade...
Das Listas II (Álbuns dos 00's)

1. Kid A - Radiohead
2. Funeral - Arcade Fire
3. The Grey Album - Danger Mouse
4. Original Pirate Material - The Streets
5. For Emma, Forever Ago - Bon Iver
6. Feels - Animal Collective
7. Z - My Morning Jacket
8. A Grand Don't Come For Free - The Streets
9. Silent Alarm - Bloc Party
10. Merriweather Post Pavillion - Animal Collective
11. Transatlanticism - Death Cab For Cutie
12. Untrue - Burial
13. Let It Die - Feist
14. Figure 8 - Elliot Smith
15. I Am A Bird Now - Antony And The Johnsons
16. Wincing The Night Away - The Shins
17. Talkie Walkie - Air
18. Panic Prevention - Jamie T
19. O - Damien Rice
20. Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - Arctic Monkeys
21. Ga Ga Ga Ga Ga - Spoon
22. Illinois - Sufjan Stevens
23. Amnesiac - Radiohead
24. Smile - Brian Wilson
25. Neon Bible - Arcade Fire
26. Back To Black - Amy Winehouse
27. The Eraser - Thom Yorke
28. Resurgam - Alias
29. Person Pitch - Panda Bear
30. Takk... - Sigur Rós
Foi mais ou menos isto. E mesmo sem qualquer disco tuga, que não há cá listas nacionais à parte.
Das Listas

Contrariamente a uma parte considerável da fauna blogueira, as listas dos melhores da década são afinfadas cá no tasco perto do fim de ano e não no Natal. É que, parecendo que não, faz muito mais sentido...
Assim, arrolei os 30 discos e filmes da última década mais dignos da minha comoção e consumo, bem como uma vintena de discos deste último ano. Filmes de 2009 não têm direito a lista, já que andei muito à margem dos lançamentos cinematográficos dos últimos tempos.
As listas serão, portanto, subjectivas até aos quarks, visando somente 2 coisas: dar dicas aos incautos que até tomam em linha de conta algumas das minhas preferências; e picar o ponto na cena de ter blog e fazer listas de fim de ano.
E como as minhas andanças com «a reinação da passagem de ano» começam não tarda muito, pingarão posts com elas no entretanto.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Das Associações (Im)Próprias
Hoje de tarde, graças ao armanço aos cágados de um idiota ao volante de um daqueles jipes magníficos para escoar ainda mais depressa as reservas de petróleo do planeta, o veículo em que eu seguia sofreu um ligeiro «toque».
E como nem tudo pode ser mau - o condutor do jipe brincou ao Prison Break e bazou, ficando vestida de pirilampo mágico, à chuva, aguardando um par mal humorado de agentes da PSP - irei usar tal ocorrência para invocar a categoria de «acidente rodoviário», e relembrar, carinhosamente, este senhor:
E como nem tudo pode ser mau - o condutor do jipe brincou ao Prison Break e bazou, ficando vestida de pirilampo mágico, à chuva, aguardando um par mal humorado de agentes da PSP - irei usar tal ocorrência para invocar a categoria de «acidente rodoviário», e relembrar, carinhosamente, este senhor:
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