O humor do SENHOR Ricky Gervais, gentilmente partilhado com a plebe na 68.ª gala dos Globos de Ouro(*), andou na mira de objecções de certas frescuras artísticas. Nem sequer se dissertará aqui sobre a imensa e absoluta estupidez dos queixumes e/ou sobre a grandiosidade de um humorista que escolhe não ser domesticado pelas vontadezinhas abjectas de artistas pouco dados àquelas coisas do fair play e da tolerância.
Antes se partilha o monólogo de apresentação da gala, com piadas bem à frente:
(*)A propósito de Globos de Ouro, há uma história particularmente deliciosa para não ser partilhada com o mui estimado leitor: a blogger tem uma colateral em 2.º grau, vinda ao mundo poucos dias depois de o Kurt Cobain papar açorda de espingarda.
Consciente dos malefícios da TV, a blogger exerceu sempre forte influência sobre os hábitos televisivos da sua colateral. Tanta, que a pobre criatura, há uns meses atrás, dirigiu à blogger a seguinde indagação:
«O "Zona J", é um filme mau ou bom?», recebendo a honesta resposta «É muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito mau!!!!!!! Muiiiiiiiiiiiiiiiito mau! Ruiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!!!!!!!».
A jovem reflecte e contra-argumenta: «É capaz de não ser assim tão mau... Ganhou um Globo de Ouro.»
[A pobre pequena não sabia da existência daquilo que Joaquim Letria um dia apelidou de «Oscaritos».]
Tão sadicamente divertida quando enternecida pela salutar ignorância de uma página negra da história televisiva tuga, a blogger zombou alarvemente da sua colateral. Cumprindo integral e pontualmente os deveres familiares inerentes ao seu grau de parenteso.
(Nota-se agora, ao reparar nos deliciosos contornos deste episódio, que o mesmo poderia perfeitamente figurar num post natalício.)
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dos Episódios Mulher-Pá (*)
Ao almoço, em conversa com a blogger cá do tasco, diz a Sr.ª C: «Este fim-de-semana fui a Fátima (...) Eu comprei uma vela das recicladas e a Leonarda(*) comprou duas. Uma de meio metro, e outra da altura dela...», sendo-lhe respondido pela citada ouvinte «Mas porquê? Lá em casa dela falha assim tantas vezes a energia eléctrica?!».
(*) Mulher-Pá: pessoa do sexo feminino que se enterra a si própria.
(**) Nome parcialmente ficcional, já que a indivídua em questão tem de facto nome de tartaruga ninja.
(*) Mulher-Pá: pessoa do sexo feminino que se enterra a si própria.
(**) Nome parcialmente ficcional, já que a indivídua em questão tem de facto nome de tartaruga ninja.
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