quarta-feira, 20 de abril de 2011

Das Apelatividades Musicais de 2011 II

Do mui badalado homónimo do James Blake, eis «The Wilhelm Scream», aqui em versão ao vivo, mas plena de pintarola ^^



1.º item da playlist «ocasos em grande estilo».

Dos Balanços Seriados

A bela série «Fringe», criada por J. J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci, começou por ser mais uma a trilhar o já muito percorrido caminho pela linha criativa monster of the week. E ainda que os episódios não fossem propriamente fracos, a verdade é que aquilo se safava graças à magnífica personagem Walter Bishop (John Noble).Mas, por diversas ocasiões, com o outro par de principais (Anna Torv e Joshua Jackson) algo aquém dos patamares mínimos.

A série foi melhorando com o tempo e com o adensar da trama principal. Mas ali até aos meados da 2.ª temporada chegou a temer-se o salto do tubarão, já que a acção principal se afigurava condenada a uma vulgarização bastamente chunga.
Porém, tudo mudou de figura quando no episódio «Peter» se personalizou a linha do argumento central. Talvez até em demasia, mas neste campo salienta-se muito mais a coragem do que os eventuais erros.
Desde então os episódios fringianos ganharam quase em todos os domínios, ora desenvolvendo a acção principal, ora oferecendo mais uma fábula vagamente geek ao espectador, mas, por enquanto, sem desiludir. O que, quase no termo da 3.ª temporada, não é coisa fácil...

Mas o que faz de «Fringe» uma das maiores estimas televisivas do momento é a coragem dos argumentistas. Exemplo desta é o novíssimo episódio "Lysergic Acid Diethylamide", o qual é integrado por um substancial segmento em animação, com zombies, zeppelins e perseguições à mistura.

Depois de tanto brinde a este nível, venha daí a já anunciada 4.ª season!^^ Todos os avacalhanços estão semi-perdoados de antemão. (Há demasiados rebuçados no bucho para protestar contra a amargura vindoura.)

Aqui fica o sneak peek do "Lysergic Acid Diethylamide" (mas, infelizmente, sem parte animada incluída),

terça-feira, 19 de abril de 2011

Das Apelatividades Musicais de 2011

No início deste ano afinfaram-se cá pelo tasco uns quantos temas musicais alusivos às boas colheitas de 2010. Mas como as celebrações da produção se querem mais actuais e menos pretéritas (até porque, deste modo, a subjectividade é ainda maior), os temas que em 2011 forem merecendo lugar em playlists, sejam elas «para trabalho/marranço», «música para pequenos-almoços», «ocasos em grande estilo», «festas de pessoa e meia» e/ou «insónias merdosas», integrarão a categoria «itens de playlist», ora inaugurada por estas bandas.

Como primeiro tema para a playlist de «música para pequenos-almoços» temos a jeitosa «Jejune Stars», retirada do «The People's Key», sétimo de originais dos Bright Eyes:

Das Constatações XI


(clickar sobre a imagem para zoomá-la)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Das Associações Pertinentes III

«Fernando» é bem capaz de ser dos temas abbazianos dos quais mais ouvi falar. Não pela cena em si mas por causa da Lurdes, a dona de uma mercearia da qual os meus pais eram clientes nos 80's.
A Lurdes estava loucamente apaixonada por um indivíduo chamado Fernando. Mas o gajo foi pouco nobre (sim, esta piada merecia um par de lambadas na tromba, mas era fácil demais para deixar passar a oportunidade) e pôs a designada «parelha de cornos» à Lurdes, esposando uma outra moça que não a infeliz merceeira.
Claro que, para mal da traída Lurdes, os seus devaneios nefelibatas e histéricos, elevando o volume do rádio a pilhas que tinha sobre o balcão sempre que a rádio local transmitia o já mencionado tema dos Abba, não ajudaram grande coisa a árdua tarefa de olvidar aquele amor gerador de desgosto.

Os inimigos (e por inimigos devem entender-se «pessoas que preferiam não ter de a encontrar no caminho mas que não se desgastariam a dar-lhe porrada») da Lurdes muito se regozijaram a cantarolar a «Fernando» sempre que ela se «armava aos cágados».

Anos depois do desgosto amoroso ora relatado, a Lurdes casou com um homem chamado Abel. E mesmo assim foi mais coerente que o Fernando Nobre.

Tudo isto a propósito da coveragem que os Homens da Luta fizeram aqui:

Dos Avacalhanços Imaginativos


Vi, na passada semana (e como hoje é Segunda, até pode ter sido ontem... mas, por acaso, não foi) essa bela obra que é o "Pink Floyd: Live at Pompeii».

Por isso lembrei-me que seria bestial os Radiohead tentarem equiparar o feito. Para tanto sugiro o «Radiohead: Live at Pamplona», realizado por aquela que seria uma interessante dupla: Michael Bay e David Lynch.
Nessa bela obra ora idealizada, Yorke y sus muchachos poderiam interpretar todo o «King of Limbs» na frente dos touros, fazendo-se também planos contemplativo-evocativos do Aterro Sanitário de Taveiro e do genérico da telenovela «Espírito Indomável».

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dos Trabalhos Para Casa



Tratai de visionar este filme. Porque é digno do tempo que se passa a vê-lo, e tem a bela cena em que menina Lawrence se tenta voluntariar para o exército. Pensando bem, a cena do recrutamento de «Winter's Bone» é capaz de ser a melhor coisa proporcionada pela colheita cinematográfica de 2010 à qual se deitou a unha.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Do Stress Pós-Traumático

Cá no tasco usa-se assistir àquela série de médicos sempre aos amassos, mais concretamente, «Grey's Anatomy». Isto só se aceita porque é uma blogger quem o faz, accionando-se, para garantia de impunibilidade, uma causa de exclusão de foleirice em virtude do género.

Ora, como se viu e, pior, ouviu «Grey's Anatomy: The Music Event», o estado de choque perdura.

Afinal não é todos os dias que a deprimência do «Star Wars Holiday Special» é colocada em perspectiva, ganhando as cenas familiares do clã wookiee uma dimensão vagamente normal.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Das Novidades Sonoras

A bela série «Battlestar Galactica» calha a ser das visualizações de seriados mais frequentes cá no tasco. [Ainda ontem ao jantar se assistiu ao 5.º episódio da 4.ª temporada (e quase sem se abominar a fraca qualidade de certos actores mais de 3 vezes por minuto!).]

Por isso, e embora não se aprecie quase nada a criatura e a sua produção artística, saúda-se e congratula-se o Sr. Carlos do Carmo, o qual inicia hoje as gravações do seu novo disco de originais.
«Existem Muitas Cópias» é o título do álbum e, de acordo com o agente do fadista, também o seu conteúdo é directamente inspirado no imaginário de Glen A. Larson.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dos Alívios III

Ainda bem que, há coisa de um par de semanas, cortei o cabelo.

Apesar animada de uma perdoável negligência inconsciente, a verdade é que durante meses ostentei um «escadeado Dave Grohl» apenas um pouco mais longo do que o original. =|

Dos Ódios de Estimação



Um dos ódios de estimação cá do tasco é o Facebook - ou facebooker, como diz o Aleixo. Mas, o vídeo que ora se exibe, é apenas educado e racional nas suas objecções à rede social daquele senhor que, nem mesmo muito rico e bem sucedido profissionalmente, deixa de arrancar a vulga pena aos nossos corações.

As mais sinceras desculpas pelo momento de respeito e crítica construtiva.

domingo, 27 de março de 2011

Das Merecidas Homenagens



Ao Futre, ao chinês-desejado, aos charters, às comissões sebastiânicas... uma prancha de Domingo muttsiana.

sábado, 26 de março de 2011

Das Ideias Geniais (Ou quase, vá...) III

Também eu assisti ao espectáculo Paulo Futre sob a forma de assustadores vídeos espalhados pelas internétes. E sim, estou convencida de que, caso os aliens decidam invadir o planeta Terra, a primeira coisa que as criaturas extra-terrestres - cheias de ventosas, cobertas de substância gelatinosa e portadoras de vários pares de olhos no final de antenas moles colocadas no topo dos seus corpos - farão é ler o post-it colado acima dos comandos da nave-mãe, o qual dirá «Recolher o Paulo e levá-lo de volta a casa».

Ainda assim, e para quem veja tanta Battlestar Galactica como eu, encontrar o planeta Terra é coisa que ainda pode demorar algum tempo. Por isso, e porque os aliens podem demorar a chegar - note-se que até o agente Fox Mulder desistiu de andar à cata dos aliens, mudando-se para L.A. e ocupando-se com a descoberta de entranhas carnais, ao invés da insondabilidade das entranhas do infinito - acho que se deveriam contratar os serviços do Walter Bishop e passar a existir o suicídio solidário. Quando um gajo que claramente se devesse suicidar mas, por algum motivo, o não fizesse, outra pessoa trataria de cortar os pulsos em sua vez, sendo que tal suicídio aproveitaria ao tal gajo que não havia maneira de tratar do assunto por si próprio.

Parece eticamente errado e um absurdo científico? Os vídeos do Futre são bem mais perturbantes.

Das Enunciações do Desejo

Eu gostava que o senhor colunista do Financial Times, daquela província dos E.U.A. que fica naquela ilha a norte da França, e que teve esta ideia brilhante, fosse fulminado por um raio. Mas devagar, como o raio slow motion da ilustração.



Nunca compreendi as pressas com o fim do sofrimento dos ímpios.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Das Indagações XXIV

Será pecado molhar um padre/uma freira com uma pistola de água cheia de água benta?

Dos Regozijos V



Como ainda ontem se deixou nas entrelinhas, Fringe tem populado os visionamentos de seriados aqui pelo tasco. Daí o regozijo com o anúncio da vindoura 4.ª temporada. Apesar de a primeira temporada e meia se ficar pela sombra X-Filiana, a partir do último 1/4 da segunda temporada a série deu o «salto do golfinho» - é o inverso do salto do tubarão, inventado agora e até vagamente infeliz - com uma entoação fabulesca enquanto ponto central de delineação da narrativa-base.

É verdade que Fringe tem coisas menos felizes e pouco merecedoras de perdão. Mas também tem zeppelins, ligeiros double deckers e outras nerdices análogas capazes de justificar devoções irreflectidas e criar vontade de assistir a mais uma fornada de 22 episódios.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Das Bizarrias IV

Estava a ouvir o belo «Highway 61 Revisited» e, num zapping pelos jornais online, reparei que esta música anda nas bocas do mundo. Parando a audição do disco do Dylan para satisfazer a curiosidade, visionou-se o vídeo do link.
Depois de ter virado os últimos 30 episódios de Fringe em coisa de duas semanas, pensei que pular entre universos paralelos era coisa para causar trauma. Mas, afinal, há acontecimentos que envolvem um só universo capazes de traumatizar bem mais.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Da Cover Art Coelhinha


Mais exemplos aqui. A melhor paródia é aos Kraftwerk. Mas, cá no tasco, os Joy Division terão sempre supremacia. Até nas capas coelhinhas ^^

Da Geekness Publicitária



Provavelmente, o melhor anúncio automóvel de todos os tempos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Das Constatações X



Há demasiado tempo que não me calha em sorte visionar filmes em que, pelo menos 5 minutos, estejam a este nível. E o Joe Wright não é propriamente um génio.